Não, nossa vida não é um filme, mas ai que está à graça, não?! | Me Apaixonei

Não, nossa vida não é um filme, mas ai que está à graça, não?!

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Nem sempre as coisas saem como a gente planeja. Nem sempre nossas vidas tomam o rumo que a gente espera que tome. Não podemos sentar na nossa zona de conforto acreditando que o destino vai cuidar de tudo, e que as coisas vão se acertar sozinhas.  Não dá para ficarmos aceitando sermos somente espectadores, de um espetáculo que nós deveríamos estar protagonizando. Nossa vida não é um filme, e não temos um roteiro para seguir, nem um diretor por trás das cortinas nos dizendo o que, e como devemos fazer as coisas. Um diretor que quando nada sair como o planejado, vai cortar a cena, e volta-la, corrigindo-a.

Mas ai que está à graça, não?!

Imagina que chato se tudo saísse como planejamos? Se não tivéssemos surpresas na vida? Se nunca aprendêssemos a sentir o gosto da derrota, para sabermos apreciar o sabor da vitória? Se não soubéssemos como se perde, para aprendermos a ganhar? Se todas nossas expectativas fossem realizadas? Se encontrássemos o amor das nossas vidas na primeira tentativa? Se tirássemos somente notas altas na escola? Se tivéssemos uma relação sem nenhum tipo de diferença com suas irmãs, em que todas são exatamente iguais e que sempre concordam com tudo? Imagina que chato acordar todos os dias sabendo exatamente como vai ser seu dia? Sabendo exatamente o que vai acontecer com sua vida, justamente porque ela vai seguir um script, todo detalhado e perfeccionista, que vai garantir que tudo na sua vida dê certo?

A verdade é que eu acho graça no inesperado. Eu tenho sede pelo incerto.

No fundo, eu quero quebrar a cara mesmo, para saber como me remontar inteira, sozinha, depois. Quero aprender a ser metade, para depois desaprender a ser essa metade, para, assim, entender que de mim, já basta eu mesma. Aprender que sou inteira, e que tenho tudo que preciso, e que não preciso precisar de ninguém não. Se for para ter alguém na minha vida, que seja para somar e não completar.

Eu quero remontar minhas asas, quantas vezes for preciso, para cair quantas vezes for necessário, para que assim, eu possa aprender a batê-las sozinha, e saber que cada vez que eu cair irei levantar vôos cada vez maiores.

Por mais que eu não queira sofrer de amor, nem queira ver meu rosto inchado de tanto chorar, eu sei que preciso disso para mostrar para mim mesma que ninguém pode fazer eu me sentir assim, ninguém tem o direito de fazer com que eu me sinta menor do que sou. Não quero, mas preciso sentir meu gosto salgado das lágrimas, justamente para me lembrar de que não devo me permitir chegar a esse ponto por ninguém, porque mereço, justamente, alguém que faça com que eu sinta o sabor mais doce que puder existir.

Não gostaria, mas sei que vou me decepcionar com as pessoas, e dentro de mim entendo o quanto isso é bom, o quanto isso vai me fazer ser melhor, porque cada vez que isso acontecer irei aprender que quanto mais expectativa você coloca em uma pessoa, maior é a chance de se decepcionar com ela.

Portanto, o segredo para ser feliz, é basicamente não depositar suas expectativas nos outros, nem em você mesmo. O segredo, na verdade, é não colocar expectativa em coisas que não estão sob seu controle, em ações e atitudes que não dependem de você, porque a chance de você se desapontar, vai se tornar cada vez maior. Viva um dia de cada vez, aprecie as experiências negativas e faça delas aprendizados.

Nossa vida é vivida, agora, no mundo real, com todos os seus erros, desventuras, acertos, risos, choros… com todas as experiências e emoções guardadas dentro dela. Não, nossa vida não é um filme, mas ai que está à graça, não?!

Diandra Ferracini

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