Recém-casados: abrir uma conta bancária conjunta, sim ou não? | Me Apaixonei

Recém-casados: abrir uma conta bancária conjunta, sim ou não?

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Você já está de casamento marcado, há alguns meses, mas há uma coisa que está te deixando de cabelo em pé: será que devem abrir uma conta bancária conjunta? A resposta não é assim tão linear, como possam pensar. Cada caso é um caso e, claro, cada casal tem as suas particularidades, muito específicas.

Aconselhamos que, antes de tomarem qualquer decisão, façam uma pesquisa sobre os prós e os contras de juntarem as finanças e se analisem a vocês mesmos.

Você têm os mesmos objetivos? Um é gastador e o outro é poupador? É importantíssimo que estejam de acordo com todas as decisões, pois caso contrário é melhor cada um ter sua conta.

Como era de se esperar, a resposta é: depende!

“Ahhh, mas eu vim até aqui pra você me responder isso?” Calma! Quem diz isso é Ric Edelman, presidente e CEO da Edelman Financial Services e autor do livro The Truth About Money.

“Existem alguns elementos fundamentais que todos os casais precisam de ter em conta antes de decidirem seguir esse caminho”. sublinha.

Ou seja, uma conta conjunta pode ser uma boa opção, apenas se abraçarem estes três requisitos:

1. Falem sobre o assunto “finanças”, antes de darem o nó

O dinheiro é um assunto sensível para muitas pessoas, por isso pode não ser fácil para você falar sobre a sua situação financeira com ele(a).

Seja como for, é importante que toque no assunto “finanças” antes de se casarem. Ambos têm de estar preparados para o estilo de vida que vão (ou não) poder ter.

“Há muitos casais que não fazem ideia da situação financeira do noivo(a), o que pode levar a surpresas desagradáveis no momento que juntarem o dinheiro”, alerta Edelman.

O ideal é começarem por comparar salários, prêmios, comissões, etc. Depois digam se têm empréstimos em aberto.

Todos os pequenos detalhes que tenham a ver com dinheiro devem ser ditos ao outro. É importantíssimo que você saiba com quem está se casando e vice-versa.

2. Estejam alinhados como se fossem um só

Já sente como se você e o seu futuro marido(esposa) fossem um só? Antes de abrir uma conta bancária conjunta, certifique-se de que ambos estão com a mesma intenção de colaborar para que esta cresça.

Muitas vezes, não funciona quando os recém-casados preferem creditar dinheiro nas suas contas bancárias pessoais primeiro, e só depois é que colocam na conta conjunta (e se puderem), explica o especialista.

“Esta situação transforma-se numa batalha de território sobre quem deveria contribuir mais”.

Em vez disso, o ideal é juntar todos os seus rendimentos com os do seu cônjuge para a conta conjunta, depois estipular um valor semanal que podem tirar para gastar.

Dito isto, não há nada de errado em manter a sua própria conta, mas esta sim é que deve ter uma importância secundária.

Pense que a sua conta conjunta deve funcionar como um pote de dinheiro, onde depositam todo o salário. E é a partir dela que devem fazer os pagamentos das contas de luz, água, entretenimentos etc.

Se decidir por uma conta conjunta, tem de deixar de pensar de forma individualista, passando a pensar em conjunto.

3. Estabeleçam metas financeiras em conjunto

Se você e o seu marido(esposa) tiverem os mesmos objetivos financeiros, será mais fácil alcançá-los em conjunto. Por exemplo, se pretendem comprar casa ou fazer um pé-de-meia para a velhice.

Para começar, é muito mais fácil não perder o fio da meada, se tiverem apenas uma conta para gerir. Assim, os dois conseguem ver o quanto já juntaram e o quanto podem gastar.

Tudo o que é feito em conjunto acaba por ser mais bem-sucedido, porque um dá força ao outro para não cair em tentação e focar no objetivo.

Imagine que querem fazer uma grande viagem no fim do ano. Quanto mais dinheiro juntarem, mais facilmente conseguirão ir.

Então, o seu marido(esposa) vai motivá-lo(a) a ganhar aquele prêmio trimestral que você tanto quer. O apoio psicológico, nestes casos, é precioso. Sem falar que é muito mais motivante lutar por algo que já se sabe que é para usufruir com o amor das nossas vidas.

…e como tudo tem um lado negativo, você deve pôr a ideia da conta conjunta de lado se:

1. Existirem grandes diferenças na forma como os dois lidam com o dinheiro

O dinheiro já é uma fonte de tensão para muitos casais. Agora, se cada vez que mexer na sua conta, der origem a discussão, então é porque o melhor era cada um manter a sua conta pessoal.

Se mesmo assim, ainda não quiser desistir da conta, peça ajuda a um consultor financeiro… Mas repetimos, no fundo, o melhor é cada um por si. Depois, dividam as contas da casa entre os dois e pronto!

2. Tiverem rendimentos/bens bastante diferentes

Propriedades, heranças, ações, títulos – você levará todos esses ativos para o seu casamento? E ele(a) só tem o salário?

Então, fará mais sentido manter o que tiver em separado, diz Edelman. Pode parecer mal, mas nunca se sabe do futuro…

Ao fazê-lo, protegerá os seus bens, em caso de imprevisto. Imagine que o seu marido(esposa) é processado(a) e tem de pagar uma quantia astronômica para alguém. Aí, o seu patrimônio começaria logo a ser delapidado.

Você também deve ser especialmente cauteloso(a), se compartilhar ativos com outros membros da família ou parceiros de negócios. Em primeiro lugar, diga-lhes que pretende fundir as suas finanças com o seu marido(esposa), para não os apanhar de surpresa.

Depois, peça aconselhamento a mediadores financeiros e outros especialistas, para que ninguém seja “pego de surpresa”.

Esperamos de coração que este artigo tenha sido esclarecedor e que você já tenha tomado a sua decisão! Se esse post te ajudou, compartilhe com seu amor e deixe seu comentário abaixo 🙂 

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Fonte: zankyou.pt

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