Bem ali, bem aqui, bem em mim.

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Eu não entendi direito o motivo pelo qual eu não conseguia parar de chorar hoje cedo, mas é isso… eu acho que é só isso… uma mistura de medo, com frustração, com vontade de sumir por um tempo, aos poucos, até desaparecer, sabe?!

Dói me sentir tão insuficiente, dói eu estar nadando e não estar chegando em lugar nenhum. Dói, e eu nem sei exatamente onde, nem porque… só sei que dói.

Eu tenho me sentido sufocada, e não é de hoje. Tenho me sentido sufocada com tudo que não tenho dito para mim mesma, sufocada por estar me afogando nas mentiras que eu tenho insistido em me contar, e que nem eu mesma me convenço que fazem sentido… porque não faz, nunca fez.

Não me cabe mais estar dentro de mim mesma… existe um turbilhão de sentimentos que eu tenho tentado não sentir, tenho tentado não querer sentir, mas eu sinto… e por mais que eu tente fugir, eu tenho vibrado nessa frequência tão baixa, tão alta, tão instável… tão não minha.

Eu já não estou cabendo mais nos espaços que tenho ocupado, já não estou mais sustentando a personagem que eu insisti tanto em criar. Está na hora de sair de cena. Está na hora de eu bancar e sustentar a pessoa que eu sou, a pessoa que eu realmente sou.

E você acha que eu sei?!

Bom… não sei exatamente, mas sei que eu tenho buscado me convidar para sair, tenho tentado me desbravar, me viver. Me tocar, me amar, me entender.

Me respeitar, me acolher e acima de tudo…

…me aceitar.

Eu sou uma junção de vários pequenos pedaços meus.

Eu sou uma mistura de várias versões minhas, de várias personas que ocupam um corpo só.

Eu sou a minha própria sede de viver e a única pessoa que tem tirado o copo d’água de perto de mim.

Eu tenho dúvidas sobre todas as perguntas que eu tenho me feito, mas acho que no fundo eu sei que as respostas estão bem ali… bem aqui, bem em mim.

Diandra Ferracini

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