Sobre aquela menina das ruas de Paris - PARTE 3 | Me Apaixonei

Sobre aquela menina das ruas de Paris – PARTE 3

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De súbito ela levanta assustada, olhou para os lados e percebeu que tudo não passava de um sonho, viu seu livro caído no chão, sua xícara de café já fria deixou marcas na mesa de centro.

Para continuar lendo essa história, sugiro que leia a primeira parte e também a segunda parte

Levantou e foi lavar o rosto, olhou para o espelho e viu a saudade encostada nos seus ombros. Lembrou do sonho e sentiu o calor no seu rosto, na sua pele.
Falou pra si mesma:

– -Je besoin d`un café.

Aquela frase ela já sabia de cor, decorou “preciso de um café”, sentia essa frase como um escape, fugas de conversas constrangedoras. Tinha aprendido com um amigo. Tinha saudade dessas aulas de francês.

Andando pela casa teve a curiosidade de olhar pela janela, seu estômago roncava, já lhe apresentava sinais das horas que eram. De olho do lado de fora e sua xícara já abastecida com a dose necessária de cafeína sentou no patente da janela e se colocou à observar as pessoas lá fora, andando pelas calçadas carregando seus pacotes com alimentos, outros com um copo de café. Já sentia o cheiro dele, conseguia ver o logotipo no copo e via que era da sua cafeteria preferida. Fechou os olhos e conseguiu sentir o cheiro da canela e da baunilha.

Foi interrompida por um sinal que seu telefone insistia em avisar, foi ver e deu conta de quem e o que se tratava, respondeu gentilmente. Mal sabia a pessoa do outro lado que alguns segundos se encontravam naquela cozinha. Não lhe contou, resolveu deixar esse momento guardado só em sua memória.

E assim foi “perdendo”, ou melhor preenchendo seu tempo com mensagens aqui e outras ali, sua imaginação ia além, sempre a detalhar momentos ela reproduzia aquelas descrições na sua cabeça ao mesmo tempo que lia cada palavra dita. Bebeu um gole mais longo de café e percebeu que já havia esfriado novamente, “malditas xícaras que esfriam o meu café”. O problema não eram as xícaras e sim o tempo que ela não dava conta quando “estava” com ele.

Enviado por Carla Martins

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