Rinite alérgica: É possível amenizar os sintomas. Veja como! – MeApaixonei.com.br

Rinite alérgica: É possível amenizar os sintomas. Veja como!

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O nariz entupiu, está ‘escorrendo’, começou a coçar bastante e você não para de espirrar? Atenção, muitos desses sintomas, apesar de serem semelhantes, podem desencadear problemas de saúde diferentes, inclusive a rinite. Aliás, neste caso, é importante saber que a rinite, especialmente a alérgica, é hereditária e não tem cura, mas tem como controlá-la e amenizar os sintomas. O que pode ser um alívio, já que esse tipo de problema afeta a disposição da pessoa e até mesmo chega a reduzir em 40% a produtividade num dia de trabalho, como afirma Levon Mekhitarian Neto, médico otorrinolaringologista e mestre em Ciências da Saúde.

“Cerca de 90% das pessoas com rinite apresentam diagnóstico de alergia ao ácaro, encontrado quase sempre na poeira dentro de casa. Quando não há diagnóstico, o que costuma acontecer muito, o paciente tende a achar que está resfriado ou gripado toda hora, quando na verdade não são esses os reais problemas de saúde”, alerta.

Além do ácaro, a rinite pode ser desencadeada por outros fatores. “Se a pessoa não está tratando, as crises podem acontecer, por exemplo, por conta de dias frios ou quando está calor também, pois é consequência da mudança de temperatura. Ingerir bebidas geladas também pode causar rinite e até mesmo quando você lava o cabelo. Do contrário, ou seja, se cuidando, a vida segue normal, com algumas crises, claro, mas que podem ser controladas com medicação e nada disso fazendo mal”, afirma Levon.

O médico explica que existem ainda as rinites viral e vasomotora.

Quer saber mais sobre os diferentes tipos de rinite e como amenizar os sintomas?

Rinite alérgica é a mais comum

Segundo Levon Mekhitarian, médico otorrinolaringologista e mestre em Ciências da Saúde, a rinite é um processo inflamatório da mucosa do nariz.

O especialista afirma ainda que a rinite alérgica é o diagnóstico mais comum.

Intolerância ao pó dentro de casa

Algumas situações que desencadeiam a rinite alérgica são bastante típicas e estão mais perto do que se imagina!

“Por exemplo, 90% ou mais das pessoas que têm esse tipo de rinite são alérgicos ao ácaro, que está presente na poeira doméstica. Então, é onde mora o perigo, o inimigo está em casa. Se não há diagnóstico, o que costuma acontecer muito, o paciente tende a achar que fica resfriado ou gripado a toda hora, quando na verdade não são esses os reais problemas de saúde”, revela o especialista.

Rinite viral

Apesar de a rinite alérgica ser a mais comum, existem vários outros processos inflamatórios derivados da rinite.

“Um deles é quando o nariz está com a mucosa inflamada por consequência de uma virose, como é o caso da gripe. Essa é a chamada rinite viral”, comenta o médico.

Rinite vasomotora manifesta-se em idosos

Já a rinite vasomotora manifesta-se entre idosos. “Sabe quando nossos avós comem algo quente e o nariz começa a escorrer? É o calor da comida fazendo com que tenham um processo inflamatório agudo naquela hora, que deixa a narina entupida e a faz escorrer. Essa é a rinite vasomotora, na qual a mudança de temperatura [quente ou frio] é a única causa para desencadeá-la”, explica o especialista.

As principais características da vasomotora, se comparada aos demais tipos de rinite, são que ela não causa febre nem dor no corpo, bem como não apresenta coceira nem espirros. Ela só causa o entupimento do nariz e gera coriza.

“E a hora da refeição é a melhor maneira de identificá-la”, comenta o especialista, revelando que ainda existem as rinites atrófica e pós-cirúrgica, que são menos comuns de se manifestar.

Saiba diferenciar a rinite alérgica dos outros problemas de saúde

Para quem fica em dúvida sobre as principais diferenças da rinite alérgica e como fazer para diferenciá-las de outros problemas de saúde que têm sintomas semelhantes, o médico Levon Mekhitarian deixa algumas dicas.

“No caso da rinite alérgica, o nariz fica entupido, ou seja, tem obstrução nasal, coça muito, escorre uma ‘água’ e há bastante espirro – uns 10 espirros seguidos são possíveis, por exemplo. Esse é um quadro que pode ser parecido com outras doenças, mas a diferença é que, se tiver uma frequência grande ou se manifestar depois do contato com algo que possa ser alérgico, caso da poeira, certamente trata-se de rinite”, explica.

Se a pessoa tiver com todos os sintomas citados acima e, além disso, febre e dor no corpo, trata-se de um resfriado. “E no caso da rinite viral, apesar de os sintomas aparecerem mais acentuados, ‘tratou, sarou’, diferente da rinite alérgica que não tem cura”, relata.

Mudança de temperatura, beber gelado e lavar o cabelo podem desencadear rinite alérgica

Além do ácaro [presente no pó doméstico], a rinite é desencadeada por outros fatores.

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“Se não está tratando, as crises podem acontecer por conta de dias frios e também no calor, ou seja, com a mudança de temperatura. Além disso, a crise de rinite alérgica também pode acontecer quando a pessoa ingere bebida gelada e até mesmo quando lava o cabelo”, explica o especialista.

Do contrário, ou seja, se cuidando, a vida segue normal. “Com algumas crises, claro, mas que podem ser controladas com medicação e nada disso fazendo mal”, orienta Levon Mekhitarian.

Rinite é diferente de sinusite

O médico afirma que pessoas que não têm rinite podem apresentar sinusite ou até mesmo ter as duas doenças.

“A sinusite é quando a pessoa sente dor na face, de cabeça, como se fosse um peso; você abaixa a cabeça e sente dor. Trata-se de um quadro agudo que, quando a pessoa expele pus pelas narinas [secreção] e chega a sentir febre, caracteriza uma piora do quadro. A sinusite pode ser desencadeada por uma rinite viral, alérgica ou vasomotora”, indica o especialista.

Rinite alérgica pode evoluir para sinusite

Segundo o médico Levon Mekhitarian, a rinite alérgica pode evoluir para uma sinusite.

“O que existe é a facilidade de quem tem rinite, a propensão de ter sinusite. Isso acontece quando a pessoa não está tratando a primeira doença [rinite]”, alerta o especialista.

Rinite pode causar distúrbios do sono

O médico lembra que a pessoa com rinite, que passa o dia ‘levando’ o problema, só vai fazer com que a situação piore.

“Os problemas vão persistir no fim do dia, e dormir com incômodo no nariz, no caso de quem não está tratando ou que aplica qualquer remédio emergencialmente, vai causar problema respiratório durante a noite”, destaca o médico.

Durante a noite, o nariz inflamado por causa da rinite vai levar a pessoa a fazer respiração oral, pela boca. “Quando isso acontece, é indício para o sistema nervoso central de que existe uma emergência, o que leva a pessoa a não ter sono profundo”, detalha Levon Mekhitarian.

Rinite causa perda de produtividade

“Ao apresentar problemas para respirar durante a noite, a pessoa vai acordar cansada no dia seguinte, ter sonolência e a produtividade vai cair, tanto a criança em fase escolar quanto o adulto no trabalho. Isso porque, na crise da rinite, sinceramente, a pessoa não tem vontade de fazer nada: é nariz que não para de escorrer, coçar, entupir, os espirros… É um mal-estar terrível”, afirma o médico otorrinolaringolista.

Segundo o especialista, a produtividade, nesses casos, chega a cair até 40%.

Rinite alérgica é doença crônica

De acordo com o médico, a rinite alérgica pode ser controlada, mas não tem cura. “Não melhora, o paciente acaba convivendo com ela, mas ninguém morre disso. A questão é diagnosticar e cuidar para controlar”, diz ele.

Rinite alérgica é hereditária

O médico avisa que a rinite alérgica não se adquire com o tempo, mas que a pessoa nasce com esse problema de saúde. “Se pai e mãe tiverem, há 70% de chance de a criança ter; se somente um deles, a probabilidade diminui para 50%, o que ainda é bastante”, comenta Levon Mekhitarian.

Durante a vida, há períodos de maior incidência. “Quando criança, é preciso acompanhamento pediátrico e do médico especialista, pois a rinite pode prejudicar a parte auditiva dos pequenos. Ela volta na adolescência, principalmente relacionada à parte hormonal e, mais tarde, já adulto”, orienta o especialista.

Dicas para evitar a crise

“Há os cuidados ambientais: se o inimigo está por perto, é preciso cuidado, principalmente onde se permanece mais tempo, como é o caso do quarto. Então, não coloque carpete no ambiente. Manta de lã deve ser conservada em capas; bicho de pelúcia, se tiver, deixe-os embalados, e não permita animais de estimação dentro do local”, indica o especialista.

Outra dica de Levon Mekhitarian é, quando procurar o médico especialista, o paciente pode pedir exames para identificar a alergia específica. “Se for alergia a ácaro, por exemplo, há uma vacina”, destaca ele.

Duração da crise

Segundo o médico otorrinolaringologista Levon Mekhitarian, a quantificação da crise vai depender do fator que a desencadeou.

“Se a pessoa com rinite está bem, com a doença sob controle, mas foi na casa de alguém que tinha acabado de pintar a casa, por exemplo, a crise vai voltar. Tomar muito vento também pode levar a uma crise. Não há saída, a não ser tomar o medicamento indicado para controlar e cortar”, reforça o especialista.

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