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O primeiro eu te amo

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O primeiro “eu te amo” é sempre difícil de dizer.

A falta de certeza sobre o sentimento, o medo de uma reação negativa, ou, simplesmente, a ausência daquela sensação de ser a hora certa. Todo mundo se sente assim, principalmente nos primeiros relacionamentos. Não existe manual pro amor, o único modo de descobrir se a hora é certa é tentando. No fim das contas, alguém acaba sempre dizendo, o que leva para outra situação tensa: responder um “eu te amo”.

Se, pra você, com toda a preparação psicológica, já foi difícil chegar ali, imagina como é pra quem é pego de surpresa. Todas as dúvidas, sobre as quais você passou semanas refletindo, invadem de uma só vez a cabeça da outra pessoa. Ela pode muito bem ter estado na mesma situação e enfrentado as mesmas dúvidas, de modo que quando você toma a iniciativa ela se sente aliviada por poder retribuir as três palavrinhas. Ambos amados, seguem felizes.

Porém, o contrário pode acontecer. Não importa o quão preparado você esteja, não existe tréplica que quebre a tensão de um silêncio, ou de um “obrigada”. No meu caso, foi um “eu sei”, numa reprodução da clássica cena entre Han e Leia em “O Império Contra Ataca”. Já disse que não existe manual pro amor, mas com certeza você pode aceitar algumas dicas, aqui vai uma: não se abale com a resposta, ela pode apenas não saber o que sente ao certo para dizer o mesmo. Lá no fundo, a gente sabe se é amado, palavras são desnecessárias. Eu sabia que Larissa me amava e isso me bastava. Quando ela se sentisse bem pra dizer aquilo, eu receberia feliz.

Não adianta apressar algo tão pessoal, porque não é a mesma coisa. Lembro de quantas explicações lógicas Larissa formulou pra embasar seu amor por mim. O amor não é lógico. É um sentimento. E eu a amava cada vez mais por ver o quanto ela se empenhava pra achar uma explicação. Ela estava tentando justificar pra si mesma o que estava sentindo, afinal, só ela sabe o que passou e quanto outros a machucaram. E eu respeitei o seu tempo.

Até que um dia, enquanto nos falávamos por telefone antes de dormir, eu me despedi dizendo que a amava e ela nada respondeu. Alguns instantes após desligar, ouço meu telefone tocar. Atendo e ouço sua voz:

– Eu te amo.

Ela falou baixinho e bem rápido. Fui pego de surpresa.

– O quê?

Envie seu texto!

– Eu te amo.

Dessa vez foi mais distinto. Mas eu queria ter certeza.

– Como?

– Eu te amo!

Agora ela falou alto e claro, com a paciência meio torrada, pra encerrar qualquer dúvida. Rimos um pouquinho juntos.

– Também te amo, meu amor. Boa noite.

Fui dormir com um sorriso no rosto, pois agora sabia que ela tinha certeza sobre eu ser o amor de sua vida.

Igor Andreola

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