Vê se larga de besteira, tô aqui dando bobeira, querendo te amar! | Me Apaixonei

Vê se larga de besteira, tô aqui dando bobeira, querendo te amar!

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Porque você faz isso com você mesmo? Sim, com você mesmo. Porque quem está perdendo a oportunidade de receber um amor desses de livro do Nicholas Sparks é você, meu bem. Quem está perdendo uma dose diária de beijos e abraços não sou eu, é você. Quem está se privando de dormir com a cabeça recostada em um peito quem te ama é você, só você.

É, porque eu, eu me permito. Eu paro meu trabalho para responder suas mensagens. Atraso minhas tarefas para ter incontáveis horas de risada olhando para uma tela. Engraçado, estava lembrando aqui que mesmo estando distante de você vejo seus olhos enquanto leio as mensagens… Ouço sua voz, como se estivéssemos em uma conversa pessoal.

Já perdi as contas de quantas vezes tive de recomeçar tudo  por me perder falando sobre como eu gosto de vermelho e você de azul… E de repente percebi meu chefe do outro lado da sala me observando como se eu fosse uma louca de pedra que ri enquanto digita, e suspira quando lê.

Ah, eu me permito! Por você eu me permito.

Por você eu saí de casa sem contar a ninguém onde ia para não levantar suspeitas. Por você eu varei madrugada acordada e depois fui trabalhar mesmo pingando canseira. Por você eu cantei Jorge e Mateus toda desafinada e deixei meus amigos irritados, dizendo que primeiro eu devo aprender a cantar para depois fazer isso.

Por você eu ouviria música lírica, eu economizaria no lanche para ir te visitar. Eu enviaria uma carta escrita à mão, só para pagar de romântica. Eu faria café todos os dias de manhã. Assistiria filmes dos anos 60, enfrentaria noites em claro no corredor de um hospital para garantir que tudo ficasse bem. Por você eu faria tanta coisa, que até Barão Vermelho ia querer reformular a música e cantar o que eu estivesse fazendo.

Mas você não se permite, e por isso não estou fazendo nada.

Por mim, nesse exato minuto eu estaria no seu colo, beijando sua boca lentamente enquanto acaricio seu cabelo preto e sinto suas mãos na minha cintura. Eu estaria te chamando de meu amor… E vendo seus pais rirem disso, como se fôssemos crianças em um namorico de escola. Eu ficaria a noite toda abraçada ao seu corpo… Sentindo seu cheiro e essa sua pele que me lembra maresia, enquanto te vejo dormir tranquilo sobre o meu peito.

Por mim e pela minha vontade, a gente estava junto há muito, muito tempo. E esse nosso rolo que um dia amanhece junto e no outro está cada um pra um canto já teria se tornado uma aliança pra mostrar ao mundo que o nosso amor é um eterno ciclo.

Mas você insiste nessa sua insegurança, esse medo de ser feliz que eu nunca vi igual. Parece até bicho acuado que de tão maltratado agora tem medo de ver o mundo. Deixa eu te contar uma coisinha: não vou dar conta de sarar todas as suas feridas de uma só vez, mas prometo cuidar para que pouco a pouco elas nunca mais se abram.

E as cicatrizes de amores ruins que você traz na alma não serão suficientes para me afastar. Deixe de medo. Eu não vou tocá-las para ferir mais uma vez, eu vou tocar apenas o suficiente para conhecer e saber exatamente como curar.

Os pesos que você traz pelas muitas experiências ruins eu ajudo a carregar. E os pesadelos que tem tanto de dia quanto à noite ficarão menos assustadores se você estiver segurando a minha mão. Eu prometo que em hipótese alguma vou soltá-la.

Vê se larga de besteira, tô aqui dando bobeira, querendo te amar! Vem pra cá, chega mais perto que eu te dou colo e um cafuné. O amor que cê ainda não recebeu eu faço questão de entregar. Só vem, desliga o mundo, apaga os pensamentos, deixa o medo em casa e vem. Vem que eu te espero de braços abertos. Sorriso de orelha e orelha e uma vontade enorme de te fazer a principal pessoa dos meus dias.

Então vem… Quando você se der conta vai olhar para trás e compreender o motivo pelo qual até agora não deu certo com ninguém (é que cê tava me esperando, e eu estava me preparando pra ser exatamente o que você tanto precisa).

Raquel Gonçalves 

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