Some comigo?

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Some comigo? Me beija? Coisa rápida. Só para eu testar uma coisa. Se não for o esperado, devolvo o beijo. Pega tuas coisas, escreve uma carta de despedida para quem lhe interessar, apronta teu coração e tuas malas – não leve muita coisa, não há necessidade – e te joga no mundo que irei te apresentar.

Nesse mundo garanto coisas simples, mas todas com sorrisos que há tempos não sentimos. A gente pode nos desvendar dia após dia e se sujar de amor sempre que possível. Nos perder no medo de ser feliz e nos abraçar sempre que um de nós estiver com receio de tudo isso não ser verdade. Vamos largar o nosso mundinho e viver o que esse mundo tem a nos apresentar. É tanto amor que desacreditar até parece piada.

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Sei dos medos que você possa sentir, mas esqueça o que os outros possam pensar da gente, pois, a alegria de ser nunca é tão bonita quando a alegria de sentir. Quando nos deixamos sentir o que o coração pede, o mar se torna cor e o céu vira cama. E, nesse céu de imensidão, imagino alguém me olhando com o carinho que julgo merecer. E eu tenho tanta vontade de te olhar igual.

Me beija no escuro entre as cobertas, no raiar do dia, na tarde de um sábado dentro do carro enquanto estivermos prestes a viajar. Quando os olhos fecham num beijo, dado onde for, o coração diz que esse momento deve ser vivido como se não fosse mais acontecer. E de beijo em olhar, a gente sente que momentos únicos são lindos do jeito que são. Teorizar um momento que se faz irreversível é perder a beleza dele. Pois, se o amor fosse uniforme, o beijo não precisaria de intenções. E eu tenho tantas com você.

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Sou um coração pervertido por você. Quero te fazer perder no meu mundo. E na dúvida se realmente viveremos essa eternidade que imaginamos, vamos indo devagar, trocando beijos e a segurança que precisamos para nos sentirmos recíprocos; sem pensar no futuro com sofrimento, mas como um mar de alegrias que ainda virão. O mundo só espera que saibamos distribuir amor, e isso, minha pequena, sabemos como ninguém.

Fred Elboni

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