Quando eu quis, não houve reciprocidade. | Me Apaixonei

Quando eu quis, não houve reciprocidade.

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Escute essa música enquanto ler o texto, fica mais emocionante!

Completaram-se oito meses desde que a gente se conheceu. E em três meses eu posso falar o quanto eu gostei de você. E foi nítido o quanto realmente você mexeu comigo e com vários sentimentos que há tempos eu não sentia. Romântica incurável que sou, foi quase impossível não planejar uma vida ao seu lado e modificar toda a minha agenda e planos… Porém, em todo o tempo, sentia como se precisasse resguardar meu coração. Então, orava e pedia a Deus que o segurasse, para que eu não cometesse nenhuma besteira. E de fato, isso foi bom.

Em três meses me vi perdendo o controle da situação. E, embora meus pés quisessem me tirar do chão, meus amigos sempre me lembravam do perigo que essa história poderia causar. Me vi como uma adolescente apaixonada e queria correr todos os riscos desse relacionamento — que só existia em minha mente.

E, depois de vários dias de conversas intermináveis e suspiros involuntários, você sumiu de repente. Após uma ligação demorada e palavras travadas na garganta, descobri que tudo não passou de um equívoco. E como essa descoberta me desestruturou.

Por uns poucos dias, me senti enganada. Contudo, lembrei que a culpa não era sua somente, afinal, fui eu quem jogou todas as minhas expectativas em cima de você. E creia, esse choque me fez acordar para a realidade que seria nós dois juntos. Uma história bem louca, como você mesmo costumava dizer. Se bem que já vivi muita coisa que possa ser comparado a isso. Então, se fosse para viver essa história louca com você, me arriscaria “tranquilamente”.

Mas percebi que faltava coragem. Tanto da minha parte, quanto mais ainda da sua. Viver é um risco! E confiar em Deus e no que Ele tem para as nossas vidas é a forma mais segura de viver. Como eu queria que tivéssemos tentado. Que pelo menos tivéssemos orado e que tivéssemos nos conhecido. Porém, não foi assim e eu segui a minha vida.

E agora você me aparece, para minha surpresa, querendo tentar. Mas eu preciso ser sincera com você. Naquele dia em que tivemos a nossa última conversa, naquele mesmo dia, após tanto chorar, vi ali morrer todas as minhas esperanças. Tudo o que eu tinha criado, sonhado e planejado foi pelo ralo no momento em que encerrei a ligação. Não por achar que Deus não pudesse fazer essa história dar certo, mas por ter a certeza de que você era quem não acreditava.

Todo aquele tempo eu precisava de alguém que arriscasse. Que me desse segurança. Mas você chegou agora em um momento da minha vida em que tudo o que eu preciso é de “certezas”. Já tenho dúvidas demais e não posso me dar ao luxo de me submeter às dúvidas das outras pessoas. Ou é 8 ou 80. Sim ou não. Não preciso e nem quero meio termo. Por isso, naquele dia eu deixei de idealizar você como alguém que eu queria. Deixei de idealizar a “nossa história” como algo que pudesse sair do papel e se tornar realidade. Então, não venha agora querendo arriscar algo que não existe mais. Depois que eu aprendi a viver com a sua amizade, não é justo você chegar agora me oferecendo seu amor. Entenda, eu não tenho raiva de você e muito menos estou querendo promover uma vingança. Só quero, de verdade, que a gente permaneça como estamos. Sendo amigos e bons conselheiros um do outro. Tudo o que tínhamos — se é que tínhamos — acabou.

Vanessa Pérola

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